terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Bicentenário de Charles Dickens


Charles John Huffam Dickens, nascido em Portsmouth no dia 7 de Fevereiro de de 1812, vindo a falecer em 9 de Julho de 1870. Dickens, que também adoptou o pseudônimo de "Boz" no início da sua atividade literária, foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana. A fama dos seus romances e contos, tanto durante a sua vida como depois, até aos dias de hoje, só aumentou. E apesar de os seus romances não serem considerados, pelos parâmetros atuais, muito realistas, Dickens contribuiu em grande parte para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. Entre os seus maiores clássicos estão "David Copperfield", "Great Expectations" (Grandes Esperanças), "Os Cadernos Póstumos do Clube Pickwick", "A Christmas Carol" ("Canção de Natal"), "Nicholas Nickleby" e "Oliver Twist".

Dickens, era uma criança "muito pequena e não muito mimada". Educado por sua mãe, que lhe ensinava diariamente inglês e latim, passava muito do seu tempo a ler infindavelmente  e, com especial devoção as novelas picarescas de Tobias Smollett e Henry Fielding. Entre os livros da sua infância encontravam-se também obras de Daniel Defoe, Goldsmith, bem como o "Dom Quixote", "Gil Blas" e "As Mil e uma noites". A sua memória fotográfica serviria, mais tarde, para conceber seus personagens e enredos ficcionais, baseando-se muito nas pessoas e acontecimentos que foram marcando a sua vida.
A sua família era remediada em termos econômicos, o que lhe permitiu frequentar uma escola particular durante três anos. A situação piorou, contudo, quando o seu pai foi preso por dívidas, depois de gastar os recursos da família no afã de manter uma posição social periclitante. Com dez anos de idade, a família mudou-se para o bairro popular de Camden Town em Londres, onde ocupavam quartos baratos e, para fazer face aos gastos, empenharam os talheres de prata e venderam a biblioteca familiar que tinha feito as delícias do jovem rapaz. Com doze anos, Dickens, já tinha a idade considerada necessária para trabalhar na empresa Warren’s onde se produzia graxa para os sapatos com betume, junto à atual Estação ferroviária de Charing Cross. O seu trabalho consistia em colar rótulos nos frascos de graxa, ganhando, por isso, seis xelins por semana. Com o dinheiro, sustentava a família, encarcerada na prisão para devedores, em Moure onde ia dormir.
Alguns anos depois, a situação financeira da família melhorou consideravelmente, graças a uma herança recebida pelo seu pai. A sua família deixou a prisão, mas a mãe não o retirou logo da fábrica, que pertencia a um amigo. Dickens jamais perdoaria a mãe por essa injustiça. O tema das más condições de trabalho da classe operária inglesa tornar-se-iam, mais tarde, um dos mais recorrentes da sua obra.
O início de sua carreira literária se deu em meados de Agosto, quando começou a trabalhar num escritório, emprego que lhe poderia valer, mais tarde, a posição de advogado. Não gostou, no entanto, do trabalho nos tribunais e, depois de aprender a técnica da taquigrafia, foi, por um breve período, estenógrafo do tribunal. Com dezoito anos de idade, começou outro período de leituras intensas tendo-se inscrito na biblioteca do British Museum. Por esta altura, apaixona-se pela filha de um banqueiro, Maria Beadnell. Os pais da menina desaprovaram, contudo, o idílio amoroso devido ao passado dos pais de Dickens. A própria Maria tornar-se-á indiferente a Charles depois de uma viagem "educativa" a França. Exatamente um ano, foi o periodo que levou Dickens, a superar este desgosto amoroso.
Tornou-se, depois, jornalista, começando como cronista judicial e, depois, fazendo relatos dos debates parlamentares e cobrindo as campanhas eleitorais pela Grã-Bretanha fora, de diligência. Os seus Sketches by Boz ("Esboços de Boz" - Boz era a alcunha do seu irmão mais novo que não era capaz de pronunciar devidamente "Moses" - Moisés, em inglês) são fruto desta época e são constituídos por pequenas peças jornalísticas em forma de retratos de costumes, originalmente escritas para o "Morning Chronicle" em 1833. Ao longo da sua carreira, Dickens continuou, durante muito tempo, a escrever para jornais. Com pouco mais de vinte anos, o seu The Pickwick Papers (Os Documentos Póstumos do Clube Pickwick), estabeleceu o seu nome como escritor. A ideia inicial desta obra era que Dickens escrevesse comentários a ilustrações desportivas. De 1831 a 1834, a New Sporting Magazine comprovou o sucesso desta receita editorial com a sua série "Jorrock´s Jaunts and Jollities" sobre um comerciante cockney que quer a todo o custo ser reconhecido como o bom caçador que não era. Querendo seguir a mesma ideia, Robert Seymour propôs aos editores Chapman and Hall criar uma série semelhante sobre um tal de "Clube Nimrod" (Nimrod é uma personagem bíblica descrita como sendo um grande caçador) onde também se troçaria dos caçadores inexperientes, mas cheios de si mesmos. Procuraram-se escritores para "complementar" as imagens com textos. A terceira opção, perante a recusa dos dois primeiros, era Dickens, que escrevera os seus esboços para a mesma editora. Ele rapidamente tomou conta do projecto e rejeitou a ideia de um clube de caçadores, já que a ideia não lhe agradava. Criou, pelo contrário, um clube de observadores de curiosidades, o que afastou definitivamente o ilustrador que tivera a ideia inicial, Seymour, que viria a se  suicidar na sequência destes acontecimentos. Procurou-se outro ilustrador. É curioso que tenha sido rejeitado um tal de William Makepeace Thackerayque, que tornar-se-ia outro vulto de importância no romance vitoriano (geralmente colocado logo a seguir a Dickens, na opinião de muitos estudiosos da literatura inglesa, ou mesmo superior a Dickens, na opinião de outros). O novo ilustrador, conhecido pela alcunha de Phiz, deu conta do recado.



No dia 2 de Abril de 1836, três dias depois da publicação do primeiro fascículo de "Pickwick", casou-se com Catherine Hogarth, com quem teve dez filhos. A recepção do público a Pickwick não foi calorosa desde o início. Só quando aparece a personagem de Sam Weller, o criado de Pickwick e que acompanha as aventuras do seu amo ao jeito de um Sancho Pança ao lado de Dom Quixote, é que as vendas sobem de 400 exemplares para 40.000. Em 1838, em decorrência do sucesso de Pickwick, propõe a publicação de "Oliver Twist" onde, pela primeira vez, apontava para os males sociais da era vitoriana. O romance, divulgado em folhetins semanais, terá também o seu ilustrador: Cruikshank. Em 1842 viajou com a sua esposa para os Estados Unidos da América. A viagem foi descrita, depois, no curto relato de literatura de viagens "American Notes", existindo também influências da mesma em alguns episódios de Martin Chuzzlewit. Ao entusiasmo com que foi recebido, de início, nos Estados Unidos, seguiu-se uma estadia menos calorosa, devido às críticas que teceu à política editorial deste país, acusando os editores de plágio em relação à literatura produzida na Grã-Bretanha. Em 1843, publicava o seu mais famoso livro de Natal, "A Christmas Carol" ("Canção de Natal"), ao qual se seguiriam outros, com a mesma temática, como "The Chimes" (1844), que escreveu em Génova na sua primeira grande viagem ao estrangeiro (se descontarmos a breve incursão aos Estados Unidos). Em 1845, "The Cricket on the Hearth" ("O Grilo da lareira") torna-se também um dos seus maiores sucessos natalícios. Em 1848 publicava "Dombey and Son", escrito principalmente no estrangeiro, onde descreve o meio dos transportes ferroviários, outro tema estreitamente relacionado com a Revolução Industrial que conformava a sociedade vitoriana. Em 1849 publicou aquele que viria a ser o mais popular dos seus romances, "David Copperfield", onde se inspirava, em grande parte, na sua própria vida. As amizades literárias de Dickens incluíam, em 1854, Thomas Carlyle, a quem dedicará o seu romance "Tempos Difíceis".
A revista semanal Household Words, onde viria a publicar, em folhetins, alguns dos seus romances, foi fundada também por ele, em 1850, e chegou a vender 40 mil cópias por semana. A revista seria reformulada em 1859, mudando de nome para "All the year round".




Os livros de Dickens se tornaram extremamente populares na época e eram lidos com grande expectativa por um público muito fiel à sua escrita. O seu sucesso lhe permitiu comprar Gad’s Hill Place, perto de Chatham, em 1856. Esta casa fazia parte do imaginário de Dickens, desde que por ela tinha passado, em criança, sonhando que um dia poderia lá viver. O local tinha ainda um significado especial porque algumas cenas do "Henrique V" de William Shakespeare, localizam-se nesta mesma área. Essa referência literária, agradava de sobremodo a Dickens.
Finalmente, em seus últimos anos de vida, em 1858, Dickens se separou de sua mulher. O divórcio, era um ato altamente reprovável durante a era vitoriana, principalmente para alguém com a notoriedade dele. Continuou, contudo, a lhe sustentar durante os restantes anos em que ela viveu. Ainda que tivessem sido felizes no início de sua vida conjugal, Catherine parecia não partilhar a energia de viver sem limites de Dickens. O trabalho de cuidar dos dez filhos do casal, aliado à pressão resultante de ser a esposa e dona de casa de um romancista mundialmente reconhecido, não ajudava. A sua irmã, Georgina, tinha mudado para casa de Dickens, para ajudar Catherine no seu trabalho doméstico. Existem rumores de que ela teria tido um caso amoroso com o cunhado. Georgina manteve-se com Dickens após a separação para cuidar dos filhos do casal. Em Junho de 1865, estando de regresso da França, onde fora visitar Ellen Ternan, Dickens viu-se envolvido no acidente ferroviário de Staplehurst, em que as seis primeiras carruagens do comboio caíram de uma ponte em reparação. A única carruagem de primeira classe que se manteve na linha foi, por coincidência, aquela onde ele seguia. O escritor mostrou-se ativo em cuidar dos feridos e moribundos antes de chegarem os esforços de salvamento. Quando se preparava para abandonar o lugar trágico lembrou-se, ainda a tempo, de que tinha deixado dentro do comboio, o manuscrito inacabado do seu romance "Our Mutual Friend" (O nosso amigo comum) e voltou à carruagem para buscá-lo.



Já que se tornaria público que seguia viagem com Ellen Ternan e a sua mãe, a opinião púbica rapidamente a apontaria como a causa da separação de Catherine. Ellen, foi, para todos os efeitos, a mulher que acompanhou Dickens até ao final dos seus dias, apesar da união nunca ter sido reconhecida oficialmente. Ainda que tivesse escapado ileso do acidente, nunca chegou a se recuperar totalmente do choque. Isso é evidente, no ritmo da sua produção que decresce bastante depois deste episódio. Levaria algum tempo para completar Our Mutual Friend e a começar a sua obra incompleta, "The Mystery of Edwin Drood", onde se notam influências de Wilkie Collins, que fazia parte do círculo de amigos de Dickens, considerado um dos pioneiros do romance policial. A partir de 1858, os seus últimos anos de vida, são ocupados principalmente com leituras públicas. Esse gênero de espectáculos, que consistia apenas em ouvir Dickens a declamar as suas suas obras mais conhecidas, tornaram-se incrivelmente populares. Muito comum declamar a leitura e/ou poesias em voz alta em família ou em grupos. A leitura expressiva era muito valorizada. E Dickens, com a sua interpretação apaixonada e a forma como se entregava à narração, não só arrebatava gargalhadas mas principalmente lágrimas das audiências, como se arrebatava a si mesmo, exaurindo suas forças. O esforço despendido nestes espectáculos é, muitas vezes, apontado como uma das causas da sua morte. Em 1867 foi convidado a voltar aos Estados Unidos para uma digressão das suas leituras.  E faleceu de morte encefálica em Junho de 1870. Foi sepultado no Poets' Corner ("Esquina dos Poetas"), na Abadia de Westminster (aonde está localizado também o Big Ben). 
Em sua sepultura está gravado: 
"Apoiante dos pobres, dos que sofrem e dos oprimidos; e com a sua morte, um dos maiores escritores de Inglaterra desaparecia para o mundo."

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A arte do Coquetel


Vamos invadir esse universo, que a cada dia vem conquistando mais a preferência dos que apreciam uma boa bebida. O Coquetel. Mas, qual a sua origem? De onde vem esse raro e refinado prazer de degustar um bom drinque? 
O Coquetel, que significa "RABO-DE-GALO" (literalmente, em inglês Cock-Tail), é um mix combinando duas ou mais bebidas usualmente alcoólicas, no qual costumam ser adicionados gelo, às vezes frutas, creme-de-leite, açúcar, etc. Geralmente servido em festas e/ou eventos sociais. Há quem goste também, em particular, de desfrutar de um coquetel reservadamente.

Sua origem é bastante remota, na idade media ja se misturava sucos de frutas aos destilados, pois estes eram muito fortes, com graduação alcoólica de 60 a 80 graus G.L.. Na antiga Grécia se misturava ao vinho, desde água do mar a mel de abelhas ou mesmo vinagres para dissolver e abrandar seu gosto, tendo assim um coquetel. A exemplo do Irish Coffee, que quando surgiu, nada mais era que álcool de centeio e água quente servida aos marinheiros do Capitão Grog, da marinha britânica.

Naturalmente, a coisa foi evoluindo das primitivas misturas para combinações mais elaboradas e atraentes. Como em quase todos os conhecimentos adquiridos pela humanidade, a habilidade em se produzir coquetéis deu-se empiricamente, com o acúmulo gradual de experiências, passando da mistura aleatória de bebidas para uma prática sistemática de produção, de manifestação reconhecida de talento e criatividade. Desta forma, não o surgimento, como defendem alguns estudiosos do assunto, mas sim a consolidação e o amadurecimento da habilidade técnica na manipulação e na combinação de bebidas aconteceu na Inglaterra em meados do século XIX. Em seguida alastrou-se pelo resto da Europa.
Entretanto, foram os americanos que realmente popularizaram e consagraram o coquetel, principalmente a partir da década de 1920, ironicamente durante a vigência da lei seca nos Estados Unidos. Era um meio de se amenizar o terrível gosto das bebidas fabricadas ilegalmente e também uma forma disfarçada de se beber sem chamar a atenção das autoridades. Foi o caso por exemplo, do Bloody Mary. Muitos coquetéis são populares no mundo todo mas alguns alcançaram a condição de astros, verdadeiros ícones pops da cultura ocidental. O Martini, o drinque americano que é um dos símbolos do estilo americano de vida ou a Margarita, a latina que imigrou para o norte e conquistou o coração e o paladar dos gringos. E claro, a nossa tradicional Caipirinha, que se ainda não é tão universal quanto os demais, é com certeza o predileto dos brasileiros. E do público estrangeiro em geral também.

Existe nos EUA, uma cultura alcoólica muito rica e diversificada, sem falarmos na força do mercado, o que evidentemente propiciou condições adequadas e favoráveis, se não ao surgimento, pelo menos para uma enorme popularização dos coquetéis. Por outro lado, é na Europa, que se encontra a grande produção das mais diversas bebidas alcoólicas além é claro, de ser o berço das mesmas.
Ao importarmos de uma ou de outra, os métodos, os conceitos, as denominações, os ingredientes e demais tópicos agregados à produção de coquetéis, fatores como diferenças culturais, de costumes, de hábitos, de clima e até mesmo modismos, interferem no resultado final da produção de um coquetel. Além do que, certos ingredientes originais ou não existem ou não são tão facilmente encontrados em nosso país, obrigando muitas vezes a utilização de produtos similares (geralmente mais baratos) na feitura de tal ou qual coquetel. Assim, a soma destes fatores faz com que, eventualmente, um drinque, com a mesma denominação, com a mesma provável origem e com mais ou menos a mesma base de ingredientes, chegue aqui, a um resultado diferente, às vezes sutil, às vezes tão marcantemente distinto que se poderia classificar como sendo um outro coquetel.
Deste modo, podemos dizer que existe também uma escola brasileira, que é naturalmente bastante influenciada pelas escolas Européia e Norte Americana. Todo este preâmbulo tem por objetivo alertar de que optamos por utilizar um mix, o que não deixa de ser apropriado, em se tratando de coquetéis, entre as escolas Européia, Americana e Brasileira, na composição deste glossário de termos, denominações, classificações, conceitos e métodos de produção de arte para coquetéis.
Algumas curiosidades peculiares, não são oficiais mas garantem uma boa diversão como bagagem adicional ao conhecimento. Como se poderia suspeitar, existem diversas teorias para a origem da expressão "Cocktail". Algumas até que plausíveis, enquanto que outras, não mais que conversa de gente já bem embriagada, como quem redigiu este artigo. De qualquer modo, todas são no mínimo curiosas e engraçadas. Selecionamos algumas a seguir:


    • 1. Teria sido criada pelo escritor londrino Dr. Johnson. Ele teria comparado a "pecaminosa" mistura de vinhos com destilados fortes aos cavalos de sangue misturado, sem raça definida, que, no interior da Inglaterra, tinham a ponta do rabo cortada (em inglês, cocked tails);
    •  2. Na guerra da independência americana, uma taberneira chamada Betsy Flanagan, viúva de um soldado revolucionário, teria roubado as penas do rabo de um galo do inimigo para decorar os drinques que servia em sua taberna;
    • 3. Outros relatos relacionam a palavra às rinhas de galo que ocorriam na região do Mississipi, nos E.U.A., onde penas retiradas do galo vencedor eram usadas para mexer os drinques dos apostadores vencedores; 
    • 4. Uma outra teoria ainda mais extravagante, diz que os beberrões freqüentadores dessas rinhas, utilizavam as penas para massagear a garganta, permitindo assim, a ingestão de mais um gole, já que as bebidas eram intragáveis, mesmo para estes beberrões; 
    • 5. E há ainda quem diga sobre um drinque espetacular preparado e batizado por uma linda jovem mexicana chamada "Coct"; É comum ouvir a expressão "estar grogue" quando se ultrapassa os limites da bebida. Devido a sua origem do Irish Coffee, que quando surgiu, era  servida aos marinheiros do Capitão "Grog", da marinha britânica; 
    • 6. Talvez a mais plausível de todas, seja que na época da lei seca, era de costume dos americanos beberem Vermute com Vodka. O famoso Rabo de Galo que no Brasil é elaborado com vermute e cachaça.


    Existem outras tantas versões e teorias sobre a origem deste termo, tão divertidas quanto menos críveis nos possam parecer, o que acaba tornando o assunto ainda mais saboroso e interessante. E se estamos falando de coquetéis, vale ressaltar que os drinques, se classificam em categorias e modalidades. Por exemplo; em função da dosagem alcoólica, tamanho e temperatura das bebidas, convencionou-se dividí-las em Short Drinks, Long Drinks, Hot Drinks. 


    Short drinks - São bebidas servidas em copos pequenos, podendo ser aperitivos ou digestivos, variando conforme sua receita. Exemplos: Dry Martini, Margarita, Manhattan, Alexander, Rusty Nail. 


    Long Drinks - São bebidas servidas com copos grandes, tendo geralmente em sua composição um destilado misturado a licores, sucos de frutas, refrigerantes e águas gaseificadas com muito gelo. Exemplos: Horses Neck, Tom Collins, Screw Driver, Gin Tônica. 


    Hot Drinks - São bebidas servidas em copos especiais, tendo como finalidade principal, aquecer o corpo. São bebidas apropriadas para dias mais frios. Exemplos: Irish Coffee, Ron Grog, Hot Egg Nog. Já em função dos utensílios utilizados, forma de preparação e da densidade dos ingredientes utilizados convencionou-se dividi-los em três modalidades:  Batidos que são os coquetéis cujos componentes têm diferentes densidades entre si, por isso é necessário batê-los para misturar melhor. Exemplos: Alexander, Whisky Sour, Daiquiri, Piña Colada;  Mexidos, que são coquetéis cujos componentes têm entre si densidades muito semelhantes, bastando para isso mexê-los para misturá-los. Exemplos: Dry Martins, Manhattan, Rob Roy, Gibson e Montados, já estes, são os coquetéis que em sua composição, há ingredientes de densidades diferentes ou semelhantes. Os drinques, são preparados nos próprios copos onde serão servidos. São bebidas com uma aparência   exageradamente exótica. Seus componentes devem ser colocados um a um, criando um visual bonito. Exemplos: Negroni, Old Fashioned, Pousse Coffee, Tequila Sunrise, Black Russian.

    Pela sua classificação, em função do grau etílico de seus componentes, os coquetéis podem ser divididos em 5 grupos:
    • Estimulantes de apetite - São os coquetéis com sabor seco, amargo ou ácido devendo ser servidos antes das refeições. Normalmente são preparados com bebidas destiladas, “bitters”, suco de frutas ácidas, vermutes, e pequenas quantidades de açucar;
    • Digestivos - São aqueles preparados com componentes que ajudam na digestão dos alimentos. Entram em sua composição destilados, açúcar, licores, cremes, etc;
    • Refrescantes - Que já levam seu preparo normalmente com destilados, sucos de frutas, licores, refrigerantes, águas gaseificadas e muito gelo. São ideais para dias extremamente quentes, como no verão, seja na praia, na piscina ou mesmo curtindo uma gostosa noite, acompanhando petiscos;
    • Nutritivos - São coquetéis em que usamos em sua composição ingredientes com alto teor calórico tais como: ovos, cremes, açúcar, mel, leite, chocolate, xaropes, vinhos fortificantes, etc;
    • Estimulantes físicos - São devidamente preparados com ingredientes que tem por finalidade aquecer o corpo. São compostos por destilados, chás, café, chocolate, mel, leite quente, canela, noz-moscada, cravo-da-índia e são recomendados para dias mais frios ou no inverno.

    Se você quiser fazer bonito sem medo de errar, basta seguir essas dicas e seus drinques farão o maior sucesso. Além de ser reconhecido como um exímio mixologista, você pode até se tornar um verdadeiro bartender. 

    Importante:

    - Jamais misture dois destilados, o sabor pode até agradar, mas um poderá anular o outro.
    - Jamais use espumante, águas gaseificadas ou refrigerantes na coqueteleira. Misture sempre depois.
    - Jamais misture numa composição mais de cinco bebidas.
    - Sucos de laranja e limão devem ser sempre frescos.
    - Somente use produtos de qualidade em suas misturas. “Cocktails” são bebidas de aroma e sabor muito delicados.
    - Decorações devem ser complementos. Mais importantes são o aroma e o sabor.
    - Em cocktails servidos somente gelados, os copos devem ser gelados previamente.
    - Todos os cocktails devem ser servidos imediatamente depois de preparados.
    - Quando o número de convidados for grande, prepare antecipadamente rodelas e cascas de limões para decoração.
    - Tenha sempre à mão, amendoins salgados, castanhas, batatas chips e pipocas para acompanhar suas bebidas.
    - Mulheres normalmente preferem bebidas suaves, os homens preferem mais encorpadas, mas há exceções à regra.
    - O gelo utilizado na preparação deverá ser feito com água mineral ou comprado fora. Nunca use água da torneira para fazê-lo, o cloro poderá comprometer o sabor da sua bebida.
    - Para caipirinhas e certos tipos de cocktails usar gelo quebrado.
    - Tenha sempre à mão club soda, água com gás, e refrigerantes para as suas misturas.
    - Destilados e licores depois de abertos devem ficar bem fechados e em pé. Os licores cremosos devem ser mantidos na geladeira, bem como alguns destilados e vinhos brancos aperitivos, após abertos.
    - Finalmente o mais importante: sirva bebidas certas, nos momentos certos. Aperitivos antes, digestivos após e os long drinks jamais durante refeições.
    - E não esquecer, um bom serviço de bebidas poderá muitas vezes corrigir possíveis imperfeições no cardápio.


    Cheers...


    domingo, 5 de fevereiro de 2012

    Um amor além das palavras

    "O Artista (The Artist)". Uma obra prima do cinema. Que melhor forma de traduzir em palavras um simples filme mudo e em preto e branco, que vai ganhando contrastes de uma comédia dramática, no melhor estilo dos clássicos da década de 1920? Impossível colocar tamanha emoção em palavras, é verdade.  Realizado através de uma produção franco-americana, o filme conta a história de um ator em declínio e uma atriz em ascensão, enquanto o cinema mudo vai cedendo espaço aos filmes falados entre os anos de 1927 e 1932. 
    Dirigido por Michel Hazanavicius e com um elenco diversificado contando com a brilhante atuação de atores franceses e americanos, foi geralmente aclamado pela crítica mundial, e venceu o prêmio de Melhor ator no Festival de Cannes, onde o filme estreou. Recebeu seis indicações ao Globo de Ouro e venceu em três categorias, Melhor Filme - Comédia ou Musical, Melhor Trilha Sonora e Melhor Ator (Jean Dujardin)- Comédia ou Musical. Em janeiro de 2012, o filme foi nomeado para doze Prêmios BAFTA e dez indicações ao OSCAR, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Jean Dujardin), Melhor Atriz Coadjuvante (Bérénice Bejo) e Melhor Roteiro Original para Michel Hazanavicius.
    Atualmente, "O Artista (The Artist)", vencedor de 5 Oscars icluindo melhor figurino, melhor trilha sonora, melhor ator (Jean Dujardin), melhor diretor (Michel Hazanavicius) e melhor filme, (merecidamente), no entanto, não se trata meramente de uma produção dos longas mudos do passado.
    O filme, é uma obra original. Apesar disso, não se pode classificá-lo como um musical ou um mero filme de dança, mas sim, um drama com ótimos momentos de comédia. Sem deixar de dizer que, Jean Dujardin, lembra e muito Gene Kelly em seus musicais. Vale ressaltar também, que Jean Dujardin teve que aprender sapateado na composição de seu personagem. 
    A impressão que fica de "O Artista", é de que voltamos ao passado e, quando nos damos conta, estamos completamente envolvidos pela história e aquela magia do cinematográfica pueril que arrebatou corações no início do século passado.
    O filme, praticamente uma poesia, foi feito hoje, mas com uma antiga estética. Uma prova de que cinema de qualidade, independente de ter efeitos especiais refinados como a técnica digital do "3D", como é o caso de alguns filmes, muitos que ainda insistem nesse efeito, e que acabam pecando deixando a desejar, sempre fará sucesso, em qualquer época. É uma volta ao tempo, mas com uma visão no futuro.
    Outros filmes que também já homenagearam a Sétima Arte, são clássicos imortais como "Cantando Na Chuva (Singing in The Rain)" de 1952 , com Gene Kelly interpretando Don Lockwood, astro dos filmes mudos e que precisa se adaptar à chegada do cinema falado ao lado de Lina Lamont (Jean Hagen); "A Noite Americana (La Nuit Américaine)" de 1973, do diretor François Truffaut, mostrando as loucuras que se passam num set de filmagem e um atror que perde sua mulher para o dublê; "A Rosa Púrpura do  Cairo (The Purple Rose of Cairo)" de 1985, do aclamado ator e diretor Woody Allen, mostrando uma história de amor surreal entre um ator de cinema e que sai da tela para ficar com uma simples garçonete; "Cinema Paradiso (Nuovo Cinema Paradiso)" de 1988, uma verdadeira obra prima do cinema, narrando a trajetória do personagem  Alfredo, um projecionista amigo do travesso Totó e por fim, "Cine Majestic (The Majestic)" de 2001 com Jim Carrey (numa brilhante atuação dramática) e Martin Landau, retratando a história de um roteirista que ao sofrer um acidente de carro perde a memória e é confundido com um herói de guerra. Na nova vida, o personagem conhece de novo o cinema.
    E para os amantes da Sétima Arte, que não se contentam apenas em assistir a essa belíssima obra, eis aqui um vídeo com o "Making of" do filme.


    "O Artista (The Artist)". O cinema voltando às suas origens. Um verdadeiro amor além das palavras...

    sábado, 4 de fevereiro de 2012

    007 - Somente o melhor

    O povo questiona: "Quem é o melhor James Bond ?" 

    As opiniões divergem, geram assuntos polêmicos, desgostos e até decepções. Mas a verdade é que, não há como saber quem é o melhor. Cada um (pelo menos assim penso eu), cresceu assistindo a um filme de James Bond e certamente, com o seu ator favorito. No contexto geral, todos os atores que deram vida a 007, interpretaram o personagem com exímio profissionalismo. 

    Há quem afirme por exemplo, que George Lazenby é o melhor de todos. Mas por quê ? Simples. Foi o primeiro filme de James Bond que a pessoa assistiu. Para os fãs de Lazenby, devo concordar que é uma lástima. Infelizmente o ator só interpretou o personagem uma única vez, sem ter tido a chance de mostrar sua real versatilidade em um outro filme. O que não aconteceu.

      
    Sean Connery? Muitos o classificam como o melhor de todos. Talvez porque a geração que o acompanhou em seus 6 filmes, assim o descreve como tal. Roger Moore? Na minha opinião, é o melhor. Cresci assistindo aos seu 7 filmes. Porém, devo concordar com muita gente, que sua imagem acabou se desgastando ao longo de seus filmes. E a série, estava começando a se tornar saturada. Timothy Dalton? Bom... Verdade, ele conseguiu capturar a essência do personagem, conforme seus atributos descritos por Ian Fleming em seus romances. Mas também acabou no limbo, pois só fez 2 filmes. Pierce Brosnan? Esse sim. Fez 4 filmes e apesar de sua popularidade ainda permanecer em alta, muitos fãs imploram por seu retorno à série. Brosnan infelizmente é carta fora do baralho. Mas a saudade fica. Daniel Craig? É o 007 atual e acreditem, ainda não consegui formar uma opinião sobre sua interpretação como James Bond. 

    Dúvidas à parte, se fosse real, esse curta seria uma diversão e tanto. Já é, pelo simples fato de serem bonecos, numa animação caprichada feita através da técnica "STOP MOTION", ou seja, feita quadro-a-quadro. 

    E agora, quem é o melhor James Bond? É só assistir.

    Quem não gosta de samba, bom sujeito não é...


    Uma das maiores festas brasileiras, considerado por muitos, como um espetáculo de cores, som, magia que contagia e com muito, mas muito samba. Sim minha gente, estamos falando do CARNAVAL brasileiro. Único em sua beleza e luxo. O carnaval chegou ao Brasil em meados do século XVII, sob influência das festas carnavalescas que passavam na Europa. Em alguns países, como a França, a comemoração acontecia em forma de desfiles urbanos, ou seja, os carnavalescos usavam máscaras e fantasias, saindo pelas ruas se divertindo e comemorando. Porém, certos personagens têm origem européia. Mesmo assim, foram incorporados ao carnaval brasileiro, como por exemplo: "PIERRÔ", "REI MOMO", "ARLEQUIM" e "COLOMBINA". O que de certa forma, originou várias marchinhas de carnaval. Muito conhecidas e cantadas pelos foliões até hoje. 


    A partir desse período, os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos" (cortejo de automóveis), após serem criados, só se popularizaram no início do século XX. As pessoas decoravam seus carros e se fantasiavam, andando em grupos pelas ruas cidades, originando assim, os carros alegóricos. 

    O carnaval tornou-se mais popular, no decorrer do século XX. Seu crescimento considerável se deu, devido às marchinhas (músicas carnavalescas que tornavam a festa mais animada).


    A primeira Escola de Samba foi criada no dia 12 de Agosto de 1928, no Rio de Janeiro. E se chamava "DEIXA FALAR". Anos mais tarde, foi modificada para o nome "ESTÁCIO DE SÁ". Com isso, nas cidades do Rio e de São Paulo, foram surgindo novas Escolas de Samba, iniciando os primeiros campeonatos para escolher a melhor Escola de Samba. Qual a mais bela e animada. Já a região Nordeste, permaneceu com suas tradições originais do carnaval de rua, como Recife e principalmente Olinda, famosa por seu desfile de bonecos gigantes confeccionados pelo Mamulengo. Em Salvador na Bahia, o carnaval sai completamente fora de suas origens. Isso porque conta com diversos trios elétricos, embalados por músicas dançantes, em especial o Axé.

    Mas e quanto ao Samba, essa melodia que contagia e influencia, revelando  cada vez mais novo talentos ?


    O samba, surgiu da mescla de estilos musicais da África e do Brasil. É tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos, timbau) e acompanhados de violão e cavaquinho. Geralmente, as letras de samba, contam a vida e o cotidiano de quem mora e vive nas cidades, destacando uma população mais humilde e carente. O termo SAMBA é de origem africana, e seu significado está ligado às danças típicas tribais do continente. As raízes do samba, só foram fincadas em solo brasileiro, na época do Brasil Colonial e com a chegada da mão-de-obra escrava em nosso país. 


    O primeiro samba gravado aqui no Brasil, se chamou "PELO TELEFONE", no ano de 1917. Cantando por Bahiano e escrita por Mauro de Almeida e Donga. 

    Tempos depois, o samba conquista as ruas se espalhando pelos carnavais do Brasil. Na década de 1930, em plena difusão pelo país, as estações de rádio, passam a tocar o samba para os lares brasileiros. Os grandes sambistas e compositores desta época são: Noel Rosa com sua "Conversa de Botequim", Cartola com "As Rosas Não Falam", Dorival Caymmi e seu "O Que É Que A Baiana Tem?", Ary Barroso de "Aquarela do Brasil" e Adoniran Barbosa, que imortalizou seu grande sucesso o "Trem das Onze".


    Na década de 1970 e 1980, começa a surgir uma nova geração de sambistas. Entre eles se destacam: Paulinho da Viola, Jorge Aragão, João Nogueira, Beth Carvalho, Elza Soares, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Chico Buarque, João Bosco e Aldir Blanc.


    Outros importantes sambistas de todos os tempos, que também merecem serem lembrados: Pixinguinha, Ataulfo Alves, Carmen Miranda (sucesso no Brasil e E.U.A.), Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Lupicínio Rodrigues, Aracy de Almeida, Demônios da Garoa, Isaura Garcia, Candeia, Elis Regina, Nelson Sargento, Clara Nunes, Wilson Moreira, Elizeth Cardoso, Jair Rodrigues, Jacob do Bandolim e o irreverente Lamartine Babo.

    É por isso que os sambistas cantam: 

    "Quem não gosta de samba, bom sujeito não é... É ruim da cabeça, ou doente do pé..."

    sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

    Mulher brasileira em primeiro lugar.



    E mais uma vez, um festival de beldades invade a telinha no horário nobre. Baseando-se no especial anterior, "AS CARIOCAS", exibido em 2010, Daniel Filho retorna com sua fórmula de sucesso, bem ao estilo de Nelson Rodrigues. Desta vez, o Brasil inteiro é cenário para essas lindas mulheres. Quase sempre cobiçadas por qualquer homem. "AS BRASILEIRAS", que estreou nesta última quinta-feira e sempre mostrando uma nova história ao redor do Brasil. Lindas, batalhadoras, talentosas, engraçadas, mães, abelhas-rainhas. Mulheres únicas, unidas por um tempero, uma ginga, algo que vai muito além da certidão. Vinte e duas atrizes representando a diversidade feminina de um país, em uma verdadeira viagem de Norte a Sul.



    A série apresentada por Daniel Filho traz não só um time de peso no elenco, como também personalidades que assumem um papel bem maior que suas funções. “Escolher essas 22 brasileiras não foi fácil. É claro que o importante era a qualidade de cada uma enquanto atriz, mas o maior cuidado para formar este grupo foi a importância delas como comunicadoras, a imagem que elas têm perante o público brasileiro”, revela o diretor-geral, que também divide a direção com Cris D´Amato e Tizuka Yamasaki. 

    Diferentemente do caminho seguido em ‘As Cariocas’, projeto que deu origem a uma obra agora muito mais ampla, ‘As Brasileiras’, uma co-produção da Rede Globo com a Lereby, tira da série a conotação da mulher exuberante e mostra todo tipo físico e idades que representam a classe. Da grande homenageada Fernanda Montenegro ao ícone da música popular Ivete Sangalo, a série apresenta desde um importante nome do cenário humorístico, como Claudia Jimenez, até nossa estrela no mercado internacional, Alice Braga. “Estamos fazendo um painel muito grande. 


    Mais que quebrar um tabu, Daniel Filho quer tirar talentos, como Xuxa e Sandy, do contexto em que estão acostumadas e mostrar que o domínio do palco e da câmera pode ultrapassar o que já fazem em suas profissões. Completando essa constelação, estão ainda Maria Fernanda Cândido, Patrícia Pillar, Juliana Paes, Leandra Leal, Letícia Sabatella, Giovanna Antonelli, Isis Valverde, Juliana Alves, Maria Flor, Suyane Moreira, Cléo Pires, Glória Pires, Dira Paes, Mariana Ximenes, Bruna Linzmeyer e Sophie Charlotte. Este time de protagonistas, a cada quinta-feira, contará uma história diferente, sempre com um tom de humor e mostrando cada região do país através de um micro-documentário, com textos de narração de Geraldo Carneiro. 


    O Destaque é para a personagem que representa o estado do Pará, as imagens foram feitas em Alter do Chão, e contam a história de uma índia no episodio “A SELVAGEM DE SANTARÉM” - Suyane Moreira é Arai. A personagem interpreta uma índia que tem de especial a pureza, a doçura, aquela naturalidade de quem está sempre à vontade, que se entrega. Araí é uma bela índia que recorre a um antropólogo para ajudá-la a escapar da tribo das lendárias Amazonas, conhecidas pelo canibalismo. Infeliz por viver ali, ela vê em Diogo (Danton Mello) a possibilidade de fugir, mas quem acaba ficando preso é ele. 




    E não para por aí não. A cada semana, uma heroína ou vilã, mostrará o "mojo" da verdadeira mulher brasileira. Segue abaixo a lista dos episódios:


    • JANAÍNA - A JUSTICEIRA DE OLINDA
    • ÂNGELA CHRISTINA - A MÃE DA BARRA
    • ARAÍ - A SELVAGEM DE SANTAREM
    • AUGUSTA - A INOCENTE DE BRASÍLIA
    • CATARINA - A CULPADA DE BH
    • CLARA - A VIDENTE DE DIAMANTINA
    • CLEONICE - A DOMÉSTICA DE VITÓRIA
    • ESPLENDOR - A SAMBISTA DA BR-116
    • GABRIELA - A REACIONÁRIA DO PANTANAL
    • GIGI - A VENENOSA DE SAMPA
    • JANICE - A MASCARADA DO ABC
    • LILIANE - A ADORMECIDA DE FOZ-DO-IGUAÇU
    • LUDMILA - A VIÚVA DO MARANHÃO
    • MARIA - A MATADORA DO SERTÃO
    • MARIA - MARIA DO BRASIL
    • MIRTES - A INDOMÁVEL DO CEARÁ
    • MONIQUE - A APAIXONADA DE NITERÓI
    • RAQUEL - A DESASTRADA DE SALVADOR
    • RITA - A FOFOQUEIRA DE PORTO ALEGRE
    • ROSA - A SEXÓLOGA DE FLORIPA
    • SANDRA - A PERSEGUIDA DE CURITIBA
    • SHIRLEY - A MENOR DO AMAZONAS

    quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

    Morrendo de rir.


    Pode até parecer mentira, mas esse vídeo, mostra um homem demonstrando para os seus colegas e amigos, o que realmente acontece com ele, quando alguém lhe faz cócegas. O curioso é que ele simplesmente desmaia.


    Chegaria a ser tragicômico se não fosse sério. Bom, pelo menos ninguém sabe se é algo sério ou se é somente mais um, em busca de seus 15 minutos de fama, através de um vídeo postado no YOUTUBE. Enfim. Seja lá como for e o que for essa estranha condição, não é motivo para brincadeiras, e sim para consultar um especialista ou no pior dos casos, um médico. 

    Uma coisa é certa. Se o indivíduo aí acima não forjou seu próprio desmaio, morrer de rir, é claro que ele não vai, mas internado numa clínica psiquiátrica, com certeza...

    quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

    Uma família estranha, cheia de artimanha. Os Addams vem aí...


    A Família Addams finalmente desembarca no Brasil. Inspirada na bizarra e querida família criada pelo lendário cartunista Charles Addams. Em 1933, no auge de seus 21 anos, suas obras ilustraram o "The New Yorker", onde ao longo de quase seis décadas, se tornou um dos colaboradores mais queridos da revista. Um ícone dos desenhos, dos filmes, no cinema, no seriado da TV e agora nesta adaptação musical, A Família Addams, se tornou uma das mais bem sucedidas produções da Broadway, quando estreou em 2010 em Nova York, batendo recordes de bilheteria e faturando mais de US$ 64 milhões. Agora, tendo um espetáculo totalmente adaptado ao estilo de vida brasileiro, A Família Addams é um musical e tanto.


    Quem espera encontrar os clássicos personagens em suas hilariantes e irreverentes situações, como nos habituais filmes, desenhos e episódios do antigo seriado da TV, irá se surpreender.


    Apresentando um elenco de profissionais, entre eles o casal Gomez e Mortícia vividos respectivamente por Daniel Boaventura e Marisa Orth, A Família Addams, apresenta uma história original. É o pesadelo de todos os pais. Sua filha mais nova, se transformou numa jovem mulher, e para piorar ainda mais as coisas, se apaixonou perdidamente por um meigo, doce e inteligente jovem de uma família tradicional. 


    Sim, minha gente. Wandinha Addams, a última princesa das trevas, para o desgosto de Feioso, Fester, Tropeço, Vovó, Gomes e Mortícia, tem um namorado "normal". Um acontecimento que deveria ser motivo de festa, comemorações e alegrias, acaba virando a casa dos Addams do avesso, quando eles são forçados a organizar um jantar ao jovem rapaz e seus pais. 

    Alguém ainda tem alguma dúvida que a famosa musiquinha será tocada? Se bobear, é capaz da platéia cantar junto.


    Será que você ainda se lembra dela?

    "Uma família estranha, surpresa é tamanha. São cheios de artimanha, os Addams vem aí. Parecem de outro mundo, mas tem amor profundo. Não param um segundo, os Addams vem aí. Estão sempre contentes, cantando alegremente. Divertem muita gente, os Addams vem aí..." 

    BOND. JAMES BOND. 50 Anos a serviço secreto de sua Majestade.


    "Meu nome é Bond. James Bond." Quem nunca ouviu essa frase célebre numa sala de cinema ou na TV, que atire a primeira pedra. Aos 50 anos, o Agente 007, espião a serviço secreto da Rainha da Inglaterra, continua enxuto e com muita disposição para enfrentar seus oponentes. Vilões megalomaníacos, imponentes capitães da indústria com o mesmo velho sonho de conquistar e dominar o mundo. Não é a toa que 007 tem tido muito trabalho nestas últimas cinco décadas de aventuras. Entre perigos e beldades de deixar qualquer homem atordoado, James Bond se mantém indiferente quando o assunto são as mulheres. Não que ele seja sinônimo de um dinossauro machista, mas em sua cartilha é algo simples: sexo no jantar e morte no café da manhã. Durante os anos que ilustraram a Guerra Fria entre o Ocidente e o Oriente, até os dias atuais, a fórmula de sucesso dos filmes de 007, se deve principalmente ao seu criador, Ian Fleming que durante um período de descanso em sua ilha particular, localizada no Caribe e descrito por ele mesmo como um paraíso de luxúria capaz de deixar qualquer ser humano em êxtase, escreveu seu primeiro romance intitulado "CASSINO ROYALE". Com o passar dos anos, seu reconhecimento por ter criado um dos personagens que hoje é um ícone em todo o mundo, agregando bilhões de fãs, finalmente teve o apoio de um cineasta e um produtor teatral (Albert "Cubby" Broccoli & Harry Saltzman), que juntos com o aval de Ian Fleming, levaram para as telas dos cinemas uma das franquias mais rentáveis da história da Sétima Arte.


    Seis atores interpretaram 007 ao longo destes 50 anos. Começando por Sean Connnery com 6 filmes. George Lazenby, seu sucessor, infelizmente não teve a mesma sorte e chance de demonstrar seu talento, e logo foi substituído por Roger Moore, envergando o impecável smoking por mais 7 filmes. Após a sua aposentadoria, os produtores decidiram resgatar as origens do personagem, já que a série corria o sério risco de naufragar. Veio então o ator Timothy Dalton, que permaneceu como Bond por dois filmes e cedeu lugar a Pierce Brosnan. Este, por sua vez, não conseguiu ultrapassar a marca de Roger Moore. Brosnan fez 4 filmes e parou. Em meio a um conturbado período de mudanças, não somente relacionado ao falecimento de Cubby Broccoli e às dívidas da MGM, como também a desistência de Pierce Brosnan, obrigaram os produtores Michael G. Wilson & Barbara Broccoli a buscarem novamente por novas diretrizes. O resultado foi a contratação de Daniel Craig para o papel de 007, dando assim à franquia uma nova perspectiva positiva. Tanto que, seu filme de estréia, CASSINO ROYALE em 2006, superou as expectativas da crítica, se desmanchando em elogios. Depois, veio a continuação com QUANTUM OF SOLACE e agora em 2012, a 23ª aventura está sendo rodada. Prometida para estrear em Novembro, "007 SKYFALL" promete ser o melhor filme de 007 de todos os tempos. E como conseguir explicar esse fenômeno que vem atraindo multidões aos cinemas? Não é muito tempo mas quem sabe em 1:30 você consiga entender o significado de James Bond nesta hilária animação.


    O fato é que ninguém faz melhor que Bond. James Bond. E claro, não haveria melhor forma de comemorar esses 50 anos, reunindo todos os 6 atores para uma partida de pôker. Quem dera se ela fosse disputada no Cassino Royale.



    Cheers Commanders !!!
    50 YEARS NOW & FOREVER...

    DISCOTECA. Saudades de uma época que marcou gerações


    Sejamos sinceros. Quando você ouve pronunciar a palavra "DISCOTECA" o que te vem à mente? John Travolta e o filme "Os Embalos de Sábado A Noite" certo? Errado. Se você pensa que discoteca se resume somente a isso, é aí que você se engana redondamente. Tudo bem que a década de 70 marcou um geração, mas globo espelhado, não gira só em torno dos Bee Gees, não!!! Seria uma grande injustiça, para não dizer  hipocrisia, mencionar que a época das discotecas, permaneceu no marasmo caindo no ostracismo. O que não é verdade, pois hoje em dia, seus antigos sucessos continuam sendo os hits que mais atraem multidões às pistas de dança nas atuais baladas e festinhas caseiras. E não para por aí. As famosas meias de lurex coloridas com suas plumas e paetês, os saltos plataformas e o famoso terno branco, estão de volta. Recentemente, a Rede Globo resolveu disponibilizar no mercado de DVD's, uma edição comemorativa da novela de Gilberto Braga, DANCIN' DAYS com um box contendo 12 discos. Realmente, a novela foi um marco na década de 70. Bom para quem viveu e melhor ainda para quem não viu e pode ter a chance de assistir a esse grande sucesso da teledramaturgia nacional.



    É minha gente. Quem pensou que a discoteca havia ficado para trás, se engana e muito. É retorno em grande estilo de uma cultura que marcou gerações. 

    DISCOTECA para sempre...